terça-feira, 11 de junho de 2013

Museu Casa de Rui Barbosa - Mariana Ferraz

A Casa de Rui Barbosa, como é conhecida atualmente, não pertencera sempre a quem lhe dá nome. A casa foi construída em 1850 pelo, então, Barão da Lagoa, o rico comerciante português Bernardo Casimiro de Freitas. O segundo morador foi o também importante Comendador português Albino de Oliveira, que reformou e fez acréscimos, dando ao jardim características românticas acrescentando estátuas, um quiosque e um jardim privado. O terceiro proprietário foi o inglês John Roscoe Allen, famoso comerciante do ramo de trapiches alfandegados. O quarto e mais importante morador na história dessa casa foi Rui Barbosa, que foi um jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro, além de deputado, senador, ministro e, em duas ocasiões, candidato à Presidência da República. E não podemos deixar de citar que foi membro fundador e Presidente da Academia Brasileira de letras entre os anos de 1908 a 1919.

Rui Barbosa viveu na casa de 1895 a 1923. Ele fez reformas e melhorias na casa, substituiu o sistema de iluminação a gás pela luz elétrica, apesar de ter mantido bicos de gás em alguns cômodos, e instalou o sistema de telefonia, benefício que anteriormente a tecnologia ainda não havia alcançado. Como forma de valorizar o jardim, Rui o reformou e plantou diversos tipos de árvores e revitalizou os lagos artificiais com peixes de diferentes espécies. Enquanto ali viveu o renomado morador, o local fora conhecido como Vila Maria Augusta, em homenagem a sua esposa.

A casa além do estilo colonial tem elementos neoclássicos e ecléticos, graças ao toque dado por cada um de seus ilustres moradores. Ela foi erguida em meio a um vasto jardim, e tem o típico estilo das residências da alta burguesia e aristocracia da época. 

O imóvel conta com vinte e dois ambientes:  Sala de Haia, Sala Habeas-Corpus, Sala Maria Augusta, Sala Pró-aliados, Sala Federação, Sala Buenos Aires, Sala Civilista, Sala Constituição, Sala Casamento Civil, Sala Código Civil, Sala da Instrução Pública, Sala Estado de Sítio, Sala Abolição (estas três localizadas no Sobrado), Sala João Barbosa, Sala Questão Religiosa, Sala Queda do Império, Sala Dreyfuss, além de dois banheiros, Copa, Cozinha e Jardim.

O local se tornou Museu no ano de 1928, cinco anos após a morte de Rui, quando sua viúva passou não só o imóvel, como todo o mobiliário e biblioteca. Biblioteca esta que mais tarde passara a contar com o acervo de João Mangabeira, uma das figuras de maior destaque na Câmara dos Deputados, Luiz Vianna Filho, governador da Bahia de 1967 a 1971, e mais recentemente, todo o acervo da bibliófilo Plínio Doyle, especializado em literatura brasileira.

A Biblioteca do museu este disponível para consulta numa sala na casa e pode ser acessada numa base de dados criada com intuito de facilitar o acesso de todos àquelas obras. Até hoje 23 dos 35 mil exemplares já foram catalogados. A biblioteca conta ainda com um cantinho especial para as crianças onde histórias são contadas e também com um projeto de divulgação a preservação da Literatura de cordel, que contém nove mil folhetos disponíveis para apreciação, sendo 2340 destes disponíveis de forma O Jardim da Casa é especialmente visitado por mães e babás que trazem crianças para desfrutar de um espeço seguro e tranquilo em pleno bairro movimentado, que Botafogo é. O local segue as regras estabelecidas pelo comitê Internacional dos jardins históricos e pela Carta de Florença, por ser monumento de interesse público do ponto de vista histórico e artístico. A vegetação existente é semelhante a que existia durante os anos em que Rui Barbosa ali viveu.

Funcionamento:

A Casa de Rui Barbosa está situada em uma das poucas áreas verdes do bairro de Botafogo, entre as ruas Bambina e Barão de Lucena, próxima à estação Botafogo do Metrô. Os visitantes têm à disposição estacionamento gratuito. O telefone geral da instituição é 21 3289.4600. 

Os horários de funcionamento variam de acordo com o setor:

A sede da Fundação está aberta ao público de 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h.

Jardim: 2ª a 6ª feira, das 8 às 18h; sábados e domingos, das 9 às 18h.

Museu: de 3ª a 6ª feira, das 9 às 17h30min. Aos sábados, domingos e feriados das 14h às 18h, com a última entrada 30 minutos antes do fechamento. A taxa de ingresso é R$ 2,00. Menores de 10 anos e maiores de 65 anos não pagam ingresso. Entrada franca aos domingos.
Fechado nas seguintes datas: 1° de janeiro, Carnaval, Semana Santa, 21 de abril, 1° de maio, Corpus Christi, 7 de setembro, 12 de outubro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de  Biblioteca e arquivos: 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h, com a última entrada 45 minutos antes do fechamento.


 Biblioteca infantil: 2ª, 4ª e 6ª feira, das 9h30min. às 12h; 3ª e 5ª, das 14 às 17h.

 Eventos culturais: Os horários da programação devem ser confirmados em agenda de eventos.

São oferecidos serviços especiais, como atendimento a escolas para atividades na biblioteca, visitas guiadas ao Museu Casa de Rui Barbosa, e visitas técnicas aos seus acervos e laboratórios. Estes serviços devem ser agendados previamente nos respectivos setores.


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