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terça-feira, 11 de junho de 2013

Museu de Arte Contemporânea de Niterói - Fabíola Lourenço

Localizado no Mirante Boa Viagem, na cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, para abrigar as mais de mil obras de João Sattamini, se tornou um dos cartões postais da cidade após a inauguração em 2 de Setembro de 1996. 

O museu com sua fachada futurística possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas, que lhe oferecem fora do museu, a partir do pátio, ou dentro do museu por um olhar pelo anel de janelas que divide este gigantesco prato de concreto em duas faixas.

O museu é destinado à obras  de arte contemporânea, datadas ao decorrer do século XX e possui um acervo que hoje conta com 1.217 obras da Coleção João Sattamini é constituído também por um pequeno conjunto de 369 obras – Coleção MAC de Niterói – formado a partir de doações de artistas que realizaram exposições no museu.

O BISTRÔ:
É um espaço que une boa gastronomia, arte e um visual privilegiado da Baía de Guanabara. A qualidade no atendimento e o cardápio variado, que mistura sabores brasileiros e a culinária contemporânea internacional fazem do espaço gastronômico a melhor alternativa para todas as ocasiões. 
Funcionamento: terça a domingo, 9h às 18h. Sextas e sábados o restaurante funciona para o jantar, até o último cliente.
Informações e reservas: 2629-1416/ 2719-9690
Local: Bistrô MAC, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, subsolo.

Visitação:

Horário de Funcionamento:

Espaço Expositivo: Terça à Domingo, de 10 às 18h.
Pátio: Segunda à Domingo, de 9 às 18h.

Ingresso:
- Normal: R$ 6,00
- Meia-Entrada: Estudantes da rede particular de ensino, universitários e adultos acima de 60 anos;
Professores, mediante apresentação da carteira profissional ou contracheque;
Entrada Franca: Crianças abaixo de 7 anos; Estudantes da rede pública de ensino (níveis fundamental e médio). Sendo necessária a apresentação de ofício expedido pela instituição responsável na recepção do Museu;  Responsáveis pelos grupos de alunos, representantes da instituição de ensino de origem;

OBS: Às Quartas-Feiras, a entrada é franca para todos.

Endereço:  Mirante da Boa Viagem, s/ nº, Niterói, RJ  
Tel./Fax – (21) 2620-2400 / 2620-2481





Museu Casa de Rui Barbosa - Mariana Ferraz

A Casa de Rui Barbosa, como é conhecida atualmente, não pertencera sempre a quem lhe dá nome. A casa foi construída em 1850 pelo, então, Barão da Lagoa, o rico comerciante português Bernardo Casimiro de Freitas. O segundo morador foi o também importante Comendador português Albino de Oliveira, que reformou e fez acréscimos, dando ao jardim características românticas acrescentando estátuas, um quiosque e um jardim privado. O terceiro proprietário foi o inglês John Roscoe Allen, famoso comerciante do ramo de trapiches alfandegados. O quarto e mais importante morador na história dessa casa foi Rui Barbosa, que foi um jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro, além de deputado, senador, ministro e, em duas ocasiões, candidato à Presidência da República. E não podemos deixar de citar que foi membro fundador e Presidente da Academia Brasileira de letras entre os anos de 1908 a 1919.

Rui Barbosa viveu na casa de 1895 a 1923. Ele fez reformas e melhorias na casa, substituiu o sistema de iluminação a gás pela luz elétrica, apesar de ter mantido bicos de gás em alguns cômodos, e instalou o sistema de telefonia, benefício que anteriormente a tecnologia ainda não havia alcançado. Como forma de valorizar o jardim, Rui o reformou e plantou diversos tipos de árvores e revitalizou os lagos artificiais com peixes de diferentes espécies. Enquanto ali viveu o renomado morador, o local fora conhecido como Vila Maria Augusta, em homenagem a sua esposa.

A casa além do estilo colonial tem elementos neoclássicos e ecléticos, graças ao toque dado por cada um de seus ilustres moradores. Ela foi erguida em meio a um vasto jardim, e tem o típico estilo das residências da alta burguesia e aristocracia da época. 

O imóvel conta com vinte e dois ambientes:  Sala de Haia, Sala Habeas-Corpus, Sala Maria Augusta, Sala Pró-aliados, Sala Federação, Sala Buenos Aires, Sala Civilista, Sala Constituição, Sala Casamento Civil, Sala Código Civil, Sala da Instrução Pública, Sala Estado de Sítio, Sala Abolição (estas três localizadas no Sobrado), Sala João Barbosa, Sala Questão Religiosa, Sala Queda do Império, Sala Dreyfuss, além de dois banheiros, Copa, Cozinha e Jardim.

O local se tornou Museu no ano de 1928, cinco anos após a morte de Rui, quando sua viúva passou não só o imóvel, como todo o mobiliário e biblioteca. Biblioteca esta que mais tarde passara a contar com o acervo de João Mangabeira, uma das figuras de maior destaque na Câmara dos Deputados, Luiz Vianna Filho, governador da Bahia de 1967 a 1971, e mais recentemente, todo o acervo da bibliófilo Plínio Doyle, especializado em literatura brasileira.

A Biblioteca do museu este disponível para consulta numa sala na casa e pode ser acessada numa base de dados criada com intuito de facilitar o acesso de todos àquelas obras. Até hoje 23 dos 35 mil exemplares já foram catalogados. A biblioteca conta ainda com um cantinho especial para as crianças onde histórias são contadas e também com um projeto de divulgação a preservação da Literatura de cordel, que contém nove mil folhetos disponíveis para apreciação, sendo 2340 destes disponíveis de forma O Jardim da Casa é especialmente visitado por mães e babás que trazem crianças para desfrutar de um espeço seguro e tranquilo em pleno bairro movimentado, que Botafogo é. O local segue as regras estabelecidas pelo comitê Internacional dos jardins históricos e pela Carta de Florença, por ser monumento de interesse público do ponto de vista histórico e artístico. A vegetação existente é semelhante a que existia durante os anos em que Rui Barbosa ali viveu.

Funcionamento:

A Casa de Rui Barbosa está situada em uma das poucas áreas verdes do bairro de Botafogo, entre as ruas Bambina e Barão de Lucena, próxima à estação Botafogo do Metrô. Os visitantes têm à disposição estacionamento gratuito. O telefone geral da instituição é 21 3289.4600. 

Os horários de funcionamento variam de acordo com o setor:

A sede da Fundação está aberta ao público de 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h.

Jardim: 2ª a 6ª feira, das 8 às 18h; sábados e domingos, das 9 às 18h.

Museu: de 3ª a 6ª feira, das 9 às 17h30min. Aos sábados, domingos e feriados das 14h às 18h, com a última entrada 30 minutos antes do fechamento. A taxa de ingresso é R$ 2,00. Menores de 10 anos e maiores de 65 anos não pagam ingresso. Entrada franca aos domingos.
Fechado nas seguintes datas: 1° de janeiro, Carnaval, Semana Santa, 21 de abril, 1° de maio, Corpus Christi, 7 de setembro, 12 de outubro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de  Biblioteca e arquivos: 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h, com a última entrada 45 minutos antes do fechamento.


 Biblioteca infantil: 2ª, 4ª e 6ª feira, das 9h30min. às 12h; 3ª e 5ª, das 14 às 17h.

 Eventos culturais: Os horários da programação devem ser confirmados em agenda de eventos.

São oferecidos serviços especiais, como atendimento a escolas para atividades na biblioteca, visitas guiadas ao Museu Casa de Rui Barbosa, e visitas técnicas aos seus acervos e laboratórios. Estes serviços devem ser agendados previamente nos respectivos setores.


Parque Nacional da Tijuca - Natália Ferraz

O Parque Nacional da Tijuca (Parna-Tijuca ou PNT), com seus 3.953ha de área, é um fragmento do bioma da Mata Atlântica e parte integrante da Reserva da Biosfera no Rio de Janeiro. O grupamento das Florestas Protetoras da União existentes no Maciço da Tijuca, no antigo estado da Guanabara, denominadas Tijuca, Paineiras, Corcovado, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca, foi transformado em 6 de julho de 1961, e é atualmente o parque nacional mais visitado do Brasil, recebendo mais de 2 milhões de visitantes por ano. Constitui uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada integralmente na cidade do Rio de Janeiro. 

Dividido em quatro setores (Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Pretos Forros/Covanca), o Parque corresponde a cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro. Destaca-se na paisagem por constituir-se de um grande maciço “verde”, situado no centro de uma metrópole com aproximadamente seis milhões de habitantes.

Com as múltiplas interfaces entre cidade e floresta, a gestão do território apresenta-se de maneira complexa e intensa. O dia a dia da unidade é permeado pela coexistência de temas tão diversos quanto segurança pública, práticas religiosas, incêndios florestais, pesquisa, monitoramento, manejo, imprensa, produções cinematográficas, esportes, turismo, assistência social, educação ambiental, participação e controle social, voluntários, contratos, licenciamento, fiscalização e política. Para enfrentar esse desafio o Parque é subordinado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, autarquia do Ministério do Meio Ambiente, e sua gestão é realizada de maneira compartilhada entre os governos federal, estadual e municipal.

Contexto histórico:
Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a área onde hoje fica o Parque Nacional da Tijuca foi, em sua maior parte, devastada através da extração de madeiras e da utilização em monoculturas, especialmente o café, gerando sérios problemas ambientais à cidade. Em 1861, numa iniciativa de conservação pioneira ordenada por D. Pedro II, um processo de desapropriação territorial e de reflorestamento propiciou a regeneração natural da vegetação, resultando na exuberante floresta que existe hoje. Mesmo secundária, essa floresta exerce um importante papel na conservação de muitas espécies da flora e da fauna, abrigando também espécies endêmicas, raras e/ou ameaçadas de extinção.

Seu relevo montanhoso e a presença de escarpas muito íngremes, onde se destacam o Pico da Tijuca, com 1.021 metros, a Serra da Carioca, onde se localiza o Corcovado, com 710 metros, o conjunto Pedra Bonita/Pedra da Gávea e a Serra dos Pretos-Forros & Covanca, conferem ao Parque Nacional da Tijuca uma beleza cênica única, contrastando o verde da mata com as superfícies rochosas e o mar.

Através dos anos, o Parque Nacional da Tijuca tornou-se uma importante área de lazer, proporcionando meios para a prática de esportes e a contemplação da natureza. A existência de alguns marcos e símbolos da cidade do Rio de Janeiro, e mesmo do país, como a estátua do Cristo Redentor, a Pedra da Gávea, a Vista Chinesa, a Capela Mayrink a Mesa do Imperador e o Parque Lage, transformou o Parque em um ponto de atração turística de nível internacional.

Patrimônio Histórico:
Região onde está registrada, de muitas formas, a passagem da família real portuguesa pelo país. O Parque Nacional da Tijuca abriga também importantes ícones para a cidade do Rio de Janeiro, como o Hotel das Paineiras, a estátua do Cristo Redentor, o restaurante Sivestre, a Capela Mayrink, entre outros.

A floresta que recobre o Parque Nacional da Tijuca proporciona nascentes de O Parque Nacional da Tijuca proporciona atividades de lazer, por meio de trilhas, Uma parte da história do Rio de Janeiro encontra-se ligada ao maciço da Tijuca, 

Flora:
Murici, ipê-amareio, ipê-tabaco, angicos, caixeta-preta, cambuí, urucurana, jequitibá, araribá, cedro, ingá, açoita-cavalo, pau-pereira, cangerana, canelas, camboatá, palmito, brejaúba, samambaiaçus, quaresmeiras, caetés, pacovas, líquens, musgos, orquídeas e bromélias são algumas das 1619 espécies vegetais existentes no Parque. Destas, aproximadamente 433 estão ameaçadas de extinção. 

Fauna:
Ocorrem numerosos insetos, aranhas e outros artrópodes; cobras como caninanas, corais, jararaca e jararacuçus; lagartos como calangos, iguanas e teiús; aves como saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores juritis, gaviões, urubus, urus, jacupembas e inhambus-chintã; mamíferos como sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, quatis, guaxinins, pacas, ouriços-coendu, caxinguelês, tapitis, tatus, tamanduás-mirim, gambás, entre outros. Ao todo, são 328 espécies animais, dentre anfíbios, aves e mamíferos, estando 16 delas ameaçadas de extinção.

Ecossistema:
Mata Atlântica montana e sub-montana.

Clima:
O clima do Parque, devido à orientação geográfica do Maciço da Tijuca, apresenta abundante precipitação de chuva, com ausência de período seco no inverno. Locais situados a até 500 metros de altura, possuem clima de área tropical. Acima dessa altitude, a temperatura é do tipo climático temperado.

Principais trilhas:
- Pedra da Gávea (mais Pedra Bonita e Agulhinha)
- Parque Lage/Corcovado
- Pico da Tijuca (mais Bico do Papagaio)
- Castro Maya (Trilha Circular Interna)
- Major Archer (Trilha Circular Externa)

Como chegar/acesso:
O Parque funciona diariamente das 8h às 17h, e até 18h no verão. Suas muitas estradas permitem visitá-lo a pé, de bicicleta, motocicleta, carro e ônibus. Para conhecer a Estátua do Cristo Redentor e o espetacular Mirante do Corcovado, é oferecida também a opção do trem, com percurso pela Estrada de Ferro Corcovado, que se inicia na estação localizada na Rua Cosme Velho.

Por ser compartimentado, o Parque Nacional da Tijuca pode ser visitado por diferentes caminhos. Os interessados em conhecer o Setor Floresta da Tijuca devem utilizar o acesso principal, localizado na Praça Afonso Vizeu, Alto da Boa Vista, RJ. O trajeto ao Setor Floresta da Tijuca pode ser realizado subindo-se a Estrada do Alto tanto em direção à Barra da Tijuca quanto em direção à Tijuca. Aos que desejam visitar o Setor Serra da Carioca, sugerem-se os acessos pelos bairros Cosme Velho ou Alto da Boa Vista, ambos em direção às Paineiras e Corcovado. Uma terceira opção é subir pela Rua Pacheco Leão em direção à Vista Chinesa e Mesa do Imperador. O Setor Pedra Bonita/Pedra da Gávea tem acesso pela Barra da Tijuca e São Conrado, sendo indicado principalmente aos praticantes de voo livre e montanhismo em geral. O Setor Pretos Forros/Covanca ainda não tem estrutura para visitação.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Jardim Botânico - Dora Costa

Em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimação por D. João, Príncipe Regente na época, e mais tarde d. João VI.

Com a ameaça da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal, a nobreza portuguesa mudou-se para o Brasil e instalou a sede do governo no Rio de Janeiro. Entre outros benefícios, a cidade ganhou uma Fábrica de Pólvora, construída no antigo Engenho de Cana de Açúcar de Rodrigo de Freitas.

Encantado com a exuberância da natureza do lugar, D. João instalou o Jardim, que em 11 de outubro do mesmo ano, passou a Real Horto. Por um erro histórico acreditava-se que as primeiras plantas tinham sido trazidas do Jardim Gabrielle, de onde vieram muitas plantas, principalmente durante as guerras napoleônicas. Porém o Jardim Gabrielle era nas Guianas e as primeiras plantas que chegaram aqui vieram, das ilhas Maurício, do Jardim La Pamplemousse, por Luiz de Abreu Vieira e Silva, que as ofereceu a D. João. 

Aberto à visitação pública após 1822, o Jardim teve muitos visitantes ilustres: Einstein, a Rainha Elisabeth II do Reino Unido e outros.

Vários naturalistas e administradores contribuíram para a trajetória do Jardim Botânico, como: Frei Leandro, Serpa Brandão, Cândido Baptista de Oliveira, Custódio Serrão, Karl Glasl, João Barbosa Rodrigues, Pacheco Leão, Campos Porto, João Geraldo Kuhlmann e o atual presidente Liszt Vieira.

Arboreto

O arboreto científico (parque) está aberto aos visitantes de segunda a domingo, durante todos os dias do ano, excetuando-se 25 de dezembro, 1 de janeiro e momentos específicos de horários adotados pela Presidência do Instituto. O horário normal de visitação é das 8h às 17h, com prorrogação de uma hora para o fechamento das bilheterias no período de horário de verão. Para mais informações, ligue para o Centro de Visitantes - Telefone: +55 (21) 3874-1808 / 3874-1214

Preço Ingressos: 

R$ 6,00 - Individual 
Gratuidade para: Crianças até 7 anos 
Adultos a partir de 60 anos, residentes no Brasil 

Acessos:

• Rua Jardim Botânico, 1008 (com estacionamento e bicicletário)
• Rua Jardim Botânico, 920 (sem estacionamento, com bicicletário)
• Rua Pacheco Leão, 100 (somente pedestres).
• Nos fins de semana, os visitantes do Jardim Botânico também podem utilizar o estacionamento do Jockey Club Brasileiro.

Museu do Meio Ambiente:

O Museu está aberto de terça a domingo, das 9h às 17h (nas primeiras terças-feiras do mês, até às 20h).
A entrada é gratuita. 
Informações: (21) 3204-2504

Estacionamento: Rua Jardim Botânico, 1008
R$ 7,00 - Veículos até cinco assentos / R$ 10,00 - Veículos acima de cinco assentos (vans) / R$ 5,00 - Moto
Estacionamento Jockey Club (somente nos fins de semana)
Praça Santos Dumont, 31

Visitando o Jardim:

O Centro de Visitantes é o ponto de referência da visitação e atendimento ao público através do Programa de Interpretação Ambiental.  No Centro de Visitantes são oferecidos gratuitamente folhetos e mapas interpretativos do parque.

• Folhas, flores e frutos são considerados material botânico e coletados pela equipe do Jardim Botânico para fins técnico-científicos, não devendo ser retirados pelo público.

• Plantas são seres vivos e, quando seus troncos são riscados, tornam-se alvo para a entrada de agentes que podem trazer doenças ou mesmo a morte do espécime. Por isso, não risque as árvores.

• É expressamente proibido alimentar animais no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

• É expressamente proibido trazer animais (salvo cães-guia em serviço) para qualquer área do Jardim Botânico do Rio de Janeiro sem autorização prévia do Ibama. Essas medidas visam proteger a fauna silvestre local. 

• Só é permitido fazer lanches em áreas próprias. Lixo fora das lixeiras atrai animais nocivos à fauna do Arboreto.

• As placas de identificação das espécies botânicas devem ser conservadas para apreciação de todos, pois garantem os registros científicos e de procedência da planta.

• Aparelhos sonoros perturbam os animais silvestres e interferem na percepção dos sons presentes no Arboreto.

• A não observância das normas de proteção deste Instituto pode significar prática de crime ambiental de acordo com a Lei nº9605/1998.




Arquivo Nacional - Maria Lucia

O Arquivo Nacional, órgão da estrutura do Ministério da Justiça, foi criado durante o Império, em 02 de Janeiro de 1838, como "guardião da memória nacional". Sua missão consiste em implementar e acompanhar a política nacional de arquivos, por meio da gestão, recolhimento, tratamento técnico, preservação e divulgação do patrimônio documental do país.

É seu dever garantir pleno acesso à informação sob sua guarda e preserva-la, orientar a gestão e organização dos documentos produzidos pela administração pública federal, apoiar o cidadão na defesa de seus direitos e incentivar a produção de conhecimento científico e cultural.

O conjunto de prédios onde se situa a sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ). Após cuidadoso processo de restauração, foram recuperados os ricos detalhes da construção do século XIX, como as escadarias e colunas em granito, os pisos e paredes revestidos em mármore, e os vitrais e pinturas de Décio Vilares, que decoram o teto do salão nobre.

Para garantir o acesso de um número cada vez maior às suas instalações e aos documentos que tem sob sua guarda, o Arquivo Nacional promoveu adaptações para receber pessoas com mobilidade reduzida e disponibiliza sinalização em Braille.   O acervo é composto por manuscritos, impressos, mapas, plantas, fitas de áudio, vídeos e registros iconográficos ( fotografias, negativos, diapositivos, caricaturas, charges, cartazes, cartões-postais, desenhos, gravuras e ilustrações ). O Arquivo Nacional também possui uma biblioteca especializada em história, arquivologia, ciência da informação e administração pública, além de um importante conjunto de obras raras. 

Proveniente, sobretudo, dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo federais, a documentação textual inclui coleções privadas. Podem ser consultados a correspondência e a legislação originadas em todo o império ultramarino português; arquivos trazidos pela corte de D. João, em 1808; documentos produzidos pelos ministérios e órgãos judiciários; registros de entrada de imigrantes; patentes de invenções; livros de registro civil; processos de pretorias cíveis e criminais; projetos de urbanização e obras de saneamento referentes aos primeiros anos do século XX; processos do Tribunal de Segurança Nacional; relatórios dos órgãos de censura; documentos de órgãos e entidades que atuaram na repressão às lutas políticas durante o regime militar; arquivos particulares e de entidades privadas, como os de Floriano Peixoto, Afonso Pena, Góes Monteiro, San Tiago Dantas, João Goulart e Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais.
Destacam-se no acervo a primeira Constituição brasileira, de 1824, e a Lei Áurea.

Composta por mapas, plantas e cartas náuticas, a documentação cartográfica apresenta características geográficas de diversos lugares do mundo e do território brasileiro no período compreendido entre os séculos XVIII E XX. Referentes ao Brasil, tem destaque os projetos de urbanismo e infraestrutura, como ferrovias, linhas telegráficas, portos, açudes, canalização de rios e sistemas de abastecimento de água.

A documentação iconográfica tem seu marco inicial na década de 1860, coincidindo com a expansão da fotografia. Nesse universo, sobressaem os arquivos da Agência Nacional (1930-1970 ), do jornal Correio da Manhã ( 1901-1974 ) e da família Ferrez  (1839-2000) os trabalhos de importantes fotógrafos brasileiros e estrangeiros que atuaram no Brasil e no exterior, reunidos na Coleção Fotografias Avulsas. O acervo sonoro abrange o período de 1902 a 1990 e é composto por discos e fitas de áudio provenientes da Agência Nacional, Presidência da República, Rádio Mayrink Veiga, do colecionador Humberto Franceschi, da Rádio Jornal do Brasil, Casa Edison e Serviço de Censura de Diversões Públicas, além de coleções de música erudita e popular. O conjunto de imagens em movimento inclui expressivos registros da história e da cultura brasileira. Integram esse acervo cinejornais, documentários, obras de ficção e filmes publicitários provenientes da Agência Nacional, TV Tupi e Comissão de Energia Nuclear, além de recortes de filmes submetidos ao exame da Divisão de Censura de Diversões Públicas, entre outros fundos e coleções.

O patrimônio documental do Arquivo Nacional é objeto de um programa de preservação orientado por técnicas e metodologias de conservação preventiva e voltado para controle dos diversos fatores de deterioração provocada por agentes biológicos, físicos, químicos e ambientais. Por meio de microfilmagem, digitalização e reprodução fotográfica, assim como da reformatação de suportes de registros sonoros e de imagens em movimento, procura-se assegurar a preservação dos originais e garantir a qualidade da reprodução de documentos textuais e audiovisuais.

O Arquivo Nacional possui uma Fábrica de Papéis Especiais, responsável por preparar polpa de celulose e folhas especiais com qualidade arquivista de caráter permanente para encadernação e recuperação de documentos. Única instituição pública no Brasil capaz de fornecer esse tipo de material, Arquivo Nacional realiza permuta com outros arquivos públicos interessados em utiliza-lo no restauro de documentos, no revestimento de embalagens e na confecção de papel para encadernação.   Consciente de sua responsabilidade ambiental e social, a instituição criou o Programa de Coleta Seletiva Solidária, que prevê a doação de materiais recicláveis descartados para cooperativas e associações de catadores de lixo.

Consulta ao Acervo:

No portal do Arquivo Nacional- www.arquivonacional.gov.br - é possível acessar sítios integrados como Exposições Virtuais, o Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira, Memórias Reveladas. Para consulta ao acervo, um dos instrumentos mais importantes é o Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN), além da biblioteca ON-LINE.

Outros sítios de pesquisa são o Programa de Pesquisa Memória da Administração Pública Brasileira  (MAPA); Centro de Informação de Acervos dos Presidentes da República; Roteiro de Fontes do Arquivo Nacional para a História Luso-Brasileira.

A base de dados e os instrumentos de pesquisas, disponíveis no portal do Arquivo Nacional, consistem em canais eficientes para pesquisas de diferentes naturezas e finalidades.

Um serviço de atendimento a distância é oferecido a pessoas físicas e jurídicas (públicas e privadas ) nacionais e estrangeiras. O usuário pode obter informações sobre a documentação de seu interesse, bem como receber reproduções ou certidões, mediante solicitação e pagamento antecipado.

Acesso:
Tanto para quem vai da Zona Sul ou da Zona Norte, há ônibus, metrô e trem.

Visitação:
Para uma visita guiada é necessário agendar para um mínimo de dez pessoas.
O Arquivo Nacional sempre tem exposições e para as mesmas não é necessário agendar, basta ir até lá.





Jardim Botânico - Carlos Eduardo Camargo

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro , tradicional e popularmente referido apenas como Jardim Botânico do Rio de Janeiro , é um instituto de pesquisas e jardim botânico localizado no bairro do Jardim Botânico, na zona sul do município do Rio de Janeiro, no Brasil.

Uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, é um exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas.

A instituição abriga, ainda, monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico e a mais completa biblioteca do país especializada em botânica, com mais de 32 000 volumes.

Seu horário normal de visitação e das 8h às 17h durante todos os dias do ano,excetuando-se 25 de dezembro e 1 de janeiro e estende-se 1 hora no período do horário de verão.

Preço Ingressos:

R$ 6,00 - Individual

Gratuidade para: Crianças até 7 anos
Adultos a partir de 60 anos, residentes no Brasil ou em outros países que fazem parte do Mercosul.

Visitação:

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é aberto a visitação pública em horário restrito de funcionamento e mediante cobrança de taxa.
O espaço pode ser explorado através de mapa informativo que contém os roteiros delimitados por "Aleias", ao invés de ruas, pois os caminhos são ladeados de árvores. Além do "Guia de Visitação" adquirido no Centro de Visitantes, há também guias credenciados para se fazer o passeio.

Principais Atrativos:

Chafariz Central (Chafariz das Musas)
Solar da Imperatriz
Casa dos Pilões
Aqueduto da Levada
Caminho da Mata Atlântica
Memorial Mestre Valentim
Lago Frei Leandro
Cômoro
Orquidário
Bromeliário
Insetívoras
Jardim Sensorial
Região Amazônica
Jardim Japonês
Arboreto






quarta-feira, 5 de junho de 2013

Reserva Florestal do Grajaú - Paulo Couto

Localizado no bairro do Grajaú, zona norte da cidade, o Parque atende a pessoa que procura contato com a natureza e muita aventura. Além de espaço para refeições e brinquedos no local (balanço, escorrega e etc.) é possível desfrutar da natureza através dos esportes radicais. 

O parque possui trilhas, cachoeiras e picos que atingem diferentes níveis de dificuldade, podendo ser consumido por qualquer pessoa que queira aventura. Destaca-se o Pico do Perdido que exige certa experiência, pois possui cerca de 440 metros de altura. 

É imprescindível a presença de alguém que conheça a região, pois o Parque não possui documentação oficial, tornando a localização dentro do parque um pouco mais difícil. O Parque é de fácil acesso levando em consideração que o bairro do Grajaú possui asfalto, sinalização e o transporte público, que  deixa o turista bem próximo do local. Rapel, escalada, Boulder (escalada de no máximo seis metros de altura sem itens de segurança), slackline (esporte onde é presa uma fita entre duas árvores ou pedras e o atleta percorre a linha se equilibrando) e as trilhas são alguns dos esportes praticados no parque. 

Para quem quer um pouco mais de calma é possível sentar nas mesas e bancos do parque e fazer um piquenique. São 550 mil metros quadrados de espaço livre e três mil metros quadrados de floresta que possuem uma grande diversidade de fauna e flora. No local encontram-se mangueiras, cajueiros, paus-brasil, paineiras, embaúbas, carrapateiras, figueiras, ipês amarelos e cedros brancos. 

Entre os animais destacam-se os lagartos, preás, micos-estrela, urubus caçadores, gaviões carijós e tiribas.






Pico do Perdido

Parque Lage - Carolina Gomes

O Parque Lage está ligado à memória de nossa cidade. Antigo engenho de açúcar na época do Brasil Colonial, suas terras se estendiam até as margens da lagoa, (atual Rodrigo de Freitas), conhecida na época pelos índios como de Sacopenapã - lagoa de raízes chatas, em Tupi-Guarani. O Engenho Del Rey pertencia a Antonio Salema, governador do Rio de Janeiro no século XVI.

Após 1660, passou a pertencer à família Rodrigo de Freitas Mello. Em meados do século XIX, um nobre inglês compra parte das terras, e contrata em 1840 o paisagista inglês John Tyndale para projetar um jardim de estilo romântico, nos moldes das quintas européias.

Em 1859, parte da fazenda passa a ser propriedade de Antonio Martins Lage. Os anos se passam, a chácara vai parar em outras mãos, mas, em 1920, um neto de Antonio Martins Lage, o empresário Henrique Lage, a compra. Amante das artes, Henrique Lage apaixona-se e casa-se com a cantora lírica italiana, Gabriela Besanzoni. Para agradar a artista, manda construir uma réplica perfeita de um “palazzo romano”, e reformula parte do projeto paisagístico.

Dois grandes portões se abrem à Rua Jardim Botânico, nº 414, para os caminhos cercados de palmeiras imperiais que levam à mansão, projetada pelo arquiteto italiano Mario Vodrel. A fachada principal tem pórtico saliente, totalmente revestido de cantaria. O casarão, construído em torno de uma piscina, tem mármores, azulejos e ladrilhos importados da Itália. As pinturas decorativas dos seus salões foram assinadas
por Salvador Paylos Sabaté.

Os jardins que cercam a casa fazem parte do Parque Nacional da Tijuca. São organizados de forma geométrica e o entorno compreende 52 hectares de floresta exuberante, com variedade de espécies da Mata Atlântica, nas encostas do Maciço do Corcovado e ao lado do Jardim Botânico.

O caráter eclético de sua arquitetura aliado ao estilo de vida de seus moradores refletiam o espírito de uma época, onde a vida social da cidade tinha lugar nos salões como o Palacete dos Lage. Deste período ainda encontram-se no Parque Lage algumas ruínas do antigo engenho de açúcar ali existente. Estes valores justificaram o tombamento da área verde, e das construções arquitetônicas ao seu redor pelo IPHAN, no ano de 1957, como patrimônio paisagístico, ambiental e cultural.

O Parque Lage cativa os visitantes que por aqui passam. Seja pela efervescência cultural da EAV, seja pela possibilidade de passeios no clima bucólico de sua área verde, onde destacam-se o lago e as ilhas artificiais, as pontes com trabalhos em rocaille, o coreto e a gruta, construídos em argamassa, imitando rochas e troncos de árvores.

Pode-se também circular dentro de uma das cavernas artificiais e admirar os aquários incrustados nas paredes. Os 12 tanques - o maior deles com capacidade para seis mil litros - abrigam diversas espécies de peixes, priorizando espécies de biomas de rios brasileiros.

Hoje, com bastante diversão para todas as idades, incluindo parque infantil, trilhas – que levam ao Cristo Redentor, chafariz, áreas para piquenique e descanso, estacionamento amplo, além de seguranças locais, o Parque Lage é um convite aos que desejam um contato próximo com a natureza.

Como chegar:

Da estação de metrô Botafogo (a mais próxima): integração para o Jardim Botânico ou para a Gávea.
Linhas de ônibus 170, 172, 174, 176, 178, 179, 409, 410, 438, 571, 573, 583.


HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO


HORÁRIO DA CANTINA:

De segunda a quinta de 9h às 22h30
Sexta-feira, sábado e domingo de 9h às 17h

HORÁRIO DA LOJA DE MATERIAL DE ARTE:

De 2ª a 5ª-feira, das 10h às 21h
6ª-feira, das 10h às 17h
Sábado, das 10h às 14h

TELEFONES ÚTEIS
Secretaria: (21) 3257-1800
Administração: (21) 3257-1819
Ensino: (21) 3257-1803
Projetos: (21) 3257-1810
AMEAV: (21) 3257-1802








Museu casa do Pontal - Aracelis Lopes

O Museu Casa do Pontal, no Rio de Janeiro, é considerado o maior e mais completo museu de arte popular do país. Seu acervo - resultado de quarenta anos de pesquisas e viagens por todo o país do designer francês Jacques Van de Beuque - é composto por cerca de 8 mil peças de 200 artistas brasileiros e recobre a produção feita a partir do século XX. A exposição permanente do museu reúne, em 1.500 m² de galerias, obras representativas das diversas culturas rurais e urbanas do Brasil. Exibido de forma temática, o acervo abrange as atividades cotidianas - festivas, imaginárias e religiosas.

O Museu está instalado em um sítio de 12.000 m² no Recreio dos Bandeirantes, próximo à Barra da Tijuca, entre o Maciço da Pedra Branca e a Prainha - seus amplos jardins foram especialmente desenhados para promover uma perfeita integração entre a vegetação, as galerias do museu e a reserva ecológica que se estende em torno dele.
Contém informações sobre a instituição e a coleção Jacques Van de Beuque, sobre as obras e as temáticas abordadas, dados sobre a história de vida dos artistas e sobre as regiões de produção.  Entre os exemplares estão bonecos de Mestre VitalinoZé Caboclo e Manuel Eudócio que retratam os costumes de  festas do interior do Brasil. Os tipos brasileiros como vaqueiroscangaceiros, integrantes de escolas de sambanoivos em trajes de casamento também estão representados.

Serviço: 

Como chegar:
Ônibus: Algumas linhas passam na região: S-20 e 703
Carro: Pegar a Avenida das Américas, no sentido Barra-Recreio. Na altura do Recreio Shopping, tomar desvio à direita antes do viaduto, seguindo a sinalização. Dirigir-se até o canal. Chegando ao canal, virar à esquerda, seguindo a sinalização, passando embaixo do viaduto, seguindo a sinalização. Prossiga por 1 km, margeando o canal, até a nova sinalização. Vire então à direita, cruzando a ponte sobre o canal e pegue o viaduto, seguindo a sinalização. Prossiga à direita, novamente, conforme a sinalização. Avance em torno de 2 km pela Estrada do Pontal até chegar ao Museu Casa do Pontal, que se encontrará à sua direita.

Visita teatralizada: Para escolas e entidades sociais, de terça à sexta, sob agendamento.

Visitas guiadas: Para grupos em português, inglês e francês. De terça a domingo, sob agendamento.

Horários: De terça a domingo, das 9h30 às 17h.

Cafeteria: Serve café, bebidas e lanches.

Estacionamento: Possui estacionamento próprio com 20 vagas.

Ingressos: Podem ser comprados na hora.

Lojinha: Vende publicações especializadas em arte e cultura popular, camisetas e outros produtos feitos com estampas de obras de arte do acervo do museu, e artesanato brasileiro, como cerâmica da região do Vale do Jequitinhonha (MG) e de Alto do Moura/ Caruaru (PE).

Acessibilidade: Os banheiros são adaptados para portadores de necessidades especiais e é possível circular em todo o primeiro andar da exposição permanente, cafeteria e loja.




Ilha de Paquetá - Juliana da Silva Caboi Costa

A ilha foi descoberta por volta de 1555 por André Thevet que tinha como missão fundar a França Antártica. Estácio de Sá vem ao Brasil para derrotar os franceses e colonizar novas terras. Funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e doa a Ilha de Paquetá a dois companheiros de viagem, Inácio de Bulhões e Fernão Valdez.

Em 1697 é erguida a 1ª igreja da ilha, a Capela de São Roque, conhecido como padroeiro da ilha. Com a fusão da Guanabara e do Rio de Janeiro, a Ilha de Paquetá passa a pertencer a cidade do Rio de Janeiro em 1975 e se desvinculando de vez de Magé.

Paquetá torna-se um bairro nobre e mais visitado devido a vinda de D. João VI a Paquetá em 1808, torna-se moradia de personalidades importantes como José Bonifácio de Andrade e Silva, o Patriarca da Independência em 1829.

Por ser um bairro bem diferente dos demais a forma de chegada na ilha se dá apenas por barcas. Não é permitida a circulação de carros particulares apenas charretes, bicicletas, trenzinho turístico, barcos e canoas, as ruas não possuem asfalto, somente saibro para preservar o aspecto original.

A Ilha também possui serviços públicos tais como: Região Administrativa, Biblioteca, Escolas Municipal e Estadual, Hospital, Companhia de Limpeza ( COMLURB), Guarda Municipal, Correios, Corpo de Bombeiros, Cia de Água e Esgoto( CEDAE), Polícia Civil e Militar. 

Ao desembarcar, saímos na Praça Pintor Pedro Bruno, onde há um centro comercial, várias obras e projetos do próprio Pedro, bebedouro de pedra, a saída do trenzinho turístico, charretes e aluguel de bicicletas.

Para quem vem a primeira vez a Paquetá não pode deixar de ver:

Canhão de Saudação a D. João
Pedra da Moreninha















Praia da Moreninha
Árvore Maria Gorda



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Paço Imperial - Laysa Andrade

Construído em 1743, foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Em 1808, com a chegada ao Rio da família Real Portuguesa, o edifício é promovido a Paço Real e usado como casa de despachos do Príncipe-Regente D. João VI. Nessa época o Paço sofreu obras de adaptação, tendo sido acrescentado um novo andar central à fachada voltada para a Baía da Guanabara. Os interiores foram redecorados e o Paço ganhou uma Sala do Trono, onde ocorria a tradicional cerimônia do Beija-mão.

Após a Independência do Brasil, o edifício passou a Paço Imperial. Foi no Paço que, a 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I decidiu ficar no Brasil e não voltar a Portugal, Dia do Fico. Também foi numa das salas do Paço que a Princesa Isabel assinou, em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, libertando os escravos. 

Após a Proclamação da República, as propriedades da Família Imperial e seus bens foram arrestados e leiloados. O Paço foi transformado em Agência Central dos Correios e Telégrafos. A decoração interna, estuques, pinturas e decoração, foi destruída e dispersa.A platibanda foi retirada para a expansão do terceiro andar, que passou a ocupar toda extensão do prédio. O pátio central foi ocupado e a fachada alterada com a introdução de frontões em estilo neocolonial. Em 1938 houve o tombamento do prédio e só em 1982 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional restaurou o Paço à forma que tinha em 1818.

Atualmente o Paço Imperial é um Centro Cultural onde ocorrem mostras dos mais variados tipos, como Aleijadinho, Joseph Beuys, Maria Clara Machado, John Cage, os Rolling Stones, Helio Oiticica e Mestre Valentin.

No primeiro andar do prédio está instalada a Biblioteca Paulo Santos. Formada por este historiador da arquitetura e do urbanismo, a Biblioteca reúne um acervo de 6 mil volumes e 200 títulos de periódicos, a maior parte deles especializados em arte e arquitetura luso-brasileiras.

As demais salas do prédio estão permanentemente abertas para exposições temporárias de artes plásticas, eventos teatrais, concertos musicais, clássicos e populares, assim como para palestras e seminários relacionados às temáticas das exposições realizadas.

Entrada gratuita
Endereço: Praça Quinze de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro
Horário de Visita: 11:00h às 18:00h
Tel: (21) 2215-2622


Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Larissa Dorneles

Na segunda metade do século XIX, a atividade teatral no Rio de Janeiro era muito forte, mas a então capital do Brasil não tinha um teatro que correspondesse plenamente a essa atividade e estivesse à altura da principal cidade do país.

O autor teatral Arthur Azevedo, em 1894, lançou uma campanha para que um teatro fosse construído para ser sede de uma companhia teatral municipal. Essa campanha resultou apenas em uma Lei Municipal, que determinou a construção do Theatro Municipal, porém, a lei não foi cumprida apesar da existência de uma taxa para financiar a obra. O dinheiro arrecadado com essa taxa nunca foi utilizado para a construção do Theatro.

Em 2 de janeiro de 1905, o prédio começou a ser erguido, com a colocação da primeira das 1.180 estacas de madeira de lei sobre as quais se assenta o edifício. Quatro anos e meio mais tarde, a obra que teve o revezamento de 280 operários em dois turnos de trabalho, no dia 14 de julho de 1909 foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com capacidade para 1.739 espectadores. Serzedelo Correa era o prefeito da cidade naquela época.

Em 1934, constatou-se que o teatro estava pequeno para o tamanho da população da cidade, com isso, a capacidade da sala foi aumentada para 2.205 lugares. Posteriormente, com algumas modificações, chegou-se ao número de 2.361 lugares. Em 1996, iniciou-se a construção do edifício Anexo com o objetivo de desafogar o teatro dos ensaios para os espetáculos.

Em 2008, com o patrocínio dos patronos como, Petrobrás, BNDES, Eletrobrás e Rede Globo de Televisão, Embratel e Vale tornou-se possível iniciar a obra de restauração e modernização para o centenário do Theatro. A casa foi fechada em meados de outubro daquele ano e reaberta em 27 de maio de 2010 totalmente reformada, após dezoito meses fechado. A reforma foi realizada usando os melhores e mais duráveis materiais, com o objetivo de postergar outra obra futura. A intervenção restauradora desenvolvida no prédio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro teve o objetivo de preservar e salvaguardar a integridade física de um valioso patrimônio brasileiro com expressivo significado cultural, histórico, estético e artístico.

Inicialmente, o Theatro era apenas uma casa de espetáculos, que recebia principalmente companhias estrangeiras, a maioria delas trazidas da Itália e da França. A partir de 1930, o Theatro passou a ter seus próprios corpos artísticos: orquestra, coro e balé. Apesar do nome, o teatro não pertence ao município, mas ao Estado do Rio de Janeiro.

O espectador colocando-se na direção da entrada da Sala de espetáculos verá 456 poltronas da plateia, todas em madeira e veludo, e a sua volta, as 22 frisas. Acima dela o balcão nobre com 344 poltronas e 12 camarotes e a cabine de luz e som. No andar superior estão os 500 lugares de balcão simples e acima destes as 724 cadeiras da galeria, totalizando 2244 assentos.
Olhando para cima verá uma das maravilhas do teatro, o grande lustre central, todo em bronze dourado e com suas 118 lâmpadas com mangas e pingentes de cristal, circundado pela dança de “As Oreadas”, uma das obras-primas de Eliseu Visconti.


Visitação: 

Ocorre de terça à sexta, nos horários de: 11h, 12h, 14h, 15h e 16h. No sábado e feriados de: 11h, 12h e 13h. O ingresso custa R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada). Lotação por visita: 50 pessoas.
O objetivo da visita é conhecer sobre o local e também o lado cultural do Rio de Janeiro. Destina-se a pessoas de todas as idades e renda.
Localiza-se na Cinelândia (Praça Marechal Floriano), no centro da cidade do Rio de Janeiro




Ilha Fiscal - Mayara Alves

A Ilha Fiscal, que foi inaugurada no dia 27 de Abril de 1889, faz parte do Complexo Cultural do Serviço de Documentação da Marinha e é considerado um elo entre o passado e o presente. Anos e anos se passaram e o “castelinho” que foi testemunha de vários fatos históricos, como por exemplo: o Primeiro e último Baile do Império, hoje é uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro.

No castelo, aberto à visitação destaca-se o Torreão e a Ala do Cerimonial. Há também três exposições permanentes que são atração no Castelo: A História da Ilha Fiscal, A contribuição Social da Marinha e A Contribuição Científica da Marinha.

O acesso á Ilha é feito normalmente pela escuna Nogueira da Gama, mas quando a escuna está em manutenção ou em caso de mau tempo, o acesso é feito por um micro-ônibus.

Informações:


  •  Local de saída: Espaço Cultural da Marinha, Av. Alfredo Agache s/n, Praça XV, Centro, RJ.
  •  Visitação: De quinta - feira a Domingo.

Obs.: Não funciona no dia 1 de Janeiro, Carnaval, Sexta-feira Santa, Finados, 24,25 e 31 de Dezembro. 

  • Horários: 12h30, 14h e 15h30.

Obs.: O embarque iniciará 15 minutos antes do horário da saída da embarcação.


  • Venda de Ingressos: Somente nos dias de passeio das 11h às 16h, no Espaço Cultural da Marinha.
  • Valores: Adultos - R$ 15,OO / Estudantes, crianças até 12 anos e adultos com mais de 60 anos – R$ 7,00  
  • Grupos: Horário de agendamento: de segunda a sexta feira, das 8:15h às 12:00h / 13:15h às 16:00h
Telefones: (021) 2233 – 9165 / (021) 2104 - 6992




Parque da Quinta da Boa Vista - Carmen Lopes

O Parque da Quinta da Boa Vista fica localizado em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. O parque possui 155 mil m² e conserva as características do projeto original de 1869, do paisagista francês Auguste Marie Glaziou. O parque da Quinta da Boa Vista é belíssimo e possui imensurável valor histórico. 

O local foi residência da Família Real Portuguesa, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938. Foi no antigo Palácio de  São Cristóvão, que nasceram, entre outros, D. Pedro II, a Rainha D. Maria da Glória II e a Princesa Isabel.

Nos jardins do parque há pontes, cascatas, lagos, lugar ideal para passeios e piqueniques. Em relação à arquitetura, destacam-se o Templo de Apolo, o busto de Glaziou, as estátuas em bronze de D. Pedro II e da Imperatriz Leopoldina, além de um pagode japonês (tipo de templo).  

É necessário no mínimo um dia inteiro para conhecer o parque, onde se situam o Museu Nacional, o Jardim Zoológico e o Museu da Fauna. É possível alugar pedalinhos para passear pelo lago, além de alguns tipos de canoas. Pode-se também alugar bicicletas e triciclos. Vale a pena conhecer o Restaurante da Quinta da Boa Vista que fica em frente ao Jardim Zoológico. Ele está instalado onde funcionava a antiga capela da residência da Família Real Portuguesa.  A capela da Quinta foi transformada em restaurante em 1954. O cardápio é variado e possui pratos típicos da culinária portuguesa.

História: 

Nos séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta da Boa Vista, pertencia aos Jesuítas. Com a expulsão da Ordem, em 1759, a propriedade foi desmembrada, passando à posse de particulares.  Em 1808, ano da chegada da Corte Joanina ao Brasil, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803 o casarão sobre a colina, da qual se tinha uma boa vista da aía de Guanabara. Com a chegada da família real portuguesa, Elias doou a propriedade ao Príncipe- regente D. João Maria de Bragança, que decidiu transformá-la em residência real.

Endereço: Avenida Pedro II, s/n- São Cristóvão. 
Tel: (21) 2234-1181
Horário de Funcionamento: de 6:00 às 18:00.

Meios de Transporte utilizados:

Ônibus: Centro- São Cristóvão: linha 284
Zona Sul- São Cristóvão: linhas 460, 461, 462 e 463- Nas principais avenidas do Leblon, Ipanema, Copacabana, descer no ponto final (estação do Metrô São Cristóvão e atravessar a ponte para o lado esquerdo em direção a Quinta da Boa Vista).

Metrô: Linha 2- Estação São Cristóvão- atravessar a ponte para o lado esquerdo, em direção a Quinta da Boa Vista.




Museu Imperial de Petrópolis - Ana Luiza

Petrópolis é uma das cidades que mais atraem turistas no estado do Rio de Janeiro. Devido ao seu histórico de Cidade Imperial, muitos turistas vão à Petrópolis e realizam o roteiro turístico histórico, tendo como um dos principais pontos turísticos o Museu Imperial.

O local foi comprado por D. Pedro I por volta de 1830, mas a construção do prédio teve início apenas em 1845, e terminou em 1862. O Museu funciona onde foi o Palácio Imperial de Petrópolis, residência de verão de Dom Pedro II, e escolhido pelo imperador como um de seus locais preferidos.

Um importante acervo de peças relacionadas ao período imperial brasileiro é exposto aos visitantes. Este acervo conta com quase 300 mil itens e peças simbólicas, como a famosa coroa do imperador, e é distribuído por cômodos que reconstroem o cotidiano da família na cidade e apresentam aspectos culturais, políticos, sociais e econômicos do Brasil no século XIX. Além da coroa, também estão no Museu alguns documentos guardados no Arquivo Histórico do Museu Imperial, livros raros, diversos chapéus, esculturas, pinturas, painéis, murais, jóias, luminária, mobiliário, objetos de porcelana, utensílios, tapeçaria, materiais de fotografia, vestuário e acessórios, armaria, etc.

A entrada no Museu custa R$ 8, e R$ 4 para estudantes e pessoas acima de 60 anos. Crianças até 6 anos e pessoas acima de 80 anos tem entrada gratuita. Ainda existe o pacote familiar que custa R$ 20, para 2 adultos e 2 estudantes. Guias de turismo com registro na Embratur tem entrada gratuita, assim como petropolitanos e moradores de Petrópolis, que com o projeto “O Museu é nosso” podem entrar gratuitamente todas as quartas-feiras e no ultimo domingo do mês. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 11h às 18h, e a visita é autoguiada com número restrito de visitantes: 320 por vez. A duração média da visita é de 60 minutos, e os idiomas falados pelos funcionários são português e inglês.




sexta-feira, 31 de maio de 2013

Museu Nacional de História Natural da UFRJ (Antigo Paço Imperial) - Jacqueline Abreu

Fundado por Elias Antônio Lopes, em 1803, para a construção de uma casa grande, que passou a ser conhecida como “Chácara do Elias”. Em 1808, com a vinda da família real portuguesa, Elias, pela ambição de ser generosamente recompensado, apresentou sua casa grande a D. João VI, que aceitou o grandioso presente. Em  1810, a residência passou por algumas reformas para ser transformada em aposentos reais.
A residência real, denominada Paço de São Cristóvão, passou a ser a preferida de D. João VI, que levou para sua companhia três de seus filhos: D. Miguel, D. Pedro I e D. Maria Tereza.

É o maior Museu de História Natural e Antropológica da América Latina.

Localização:

O Museu Nacional/UFRJ está localizado no Parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro.
O parque é uma unidade de Conservação Ambiental, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e administrada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Funcionamento: De terça a domingo das 10h às 16h.
Valor: R$ 6. 

Como chegar:

Metrô: Linha 2 - Estação de São Cristóvão.
Trem (Supervia): Estação de São Cristóvão 
Ônibus: Todos os ônibus com parada na Estação de São Cristóvão ou no Largo da Cancela, São Cristóvão.

O que fazer no Museu:

Tanto para adultos como para crianças, o acervo ou material exposto no museu é muito interessante, e um passeio ao local pode se tornar uma aula sobre os inúmeros ramos da história da natureza. Além, de carregar também uma interessante e longa história de Reis.
Possui um acervo fixo de 10.000 peças distribuídas por 3800 m2. Entre estes o fóssil de um bicho preguiça gigante, peças egípcias, louças orientais e peças dos imperadores do Brasil. 
Hoje, o Museu Nacional dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim distribuídas: 63 salas do primeiro pavimento, 36 no segundo e 23 no terceiro.


Parque das Ruínas - Carolyne Blois

O Parque das Ruínas, localizado no bairro de Santa Teresa, situa-se no terreno de um casarão que já recebeu pessoas ilustres como Villa Lobos e a dançarina Isadora Duncan em sua época áurea, no início do século 20. Hoje recuperado, é um espaço que promove atividades culturais.

No local, a principal atração é a casa com o mirante. A casa teve suas ruínas aproveitadas em composição com novas estruturas metálicas, que criam caminhos e escadas, por onde se pode caminhar no interior do casarão, subindo de nível a nível até chegar ao terraço e mirante de onde tem-se uma bela vista da cidade . Após observar as vistas e explorar todo aquele espaço, existe também no local um Bar-Café Lanchonete.Também conta com uma pequena praça, um palco, uma galeria, auditório e sanitários. Abaixo o casarão onde situase o mirante do Parque das Ruínas, no ultimo pavimento da mesma. Neste local do mirante, sua antiga proprietária promovia movimentados saraus que agitavam as noites do início do século 20.

As escadas e pontes em estruturas metálicas, que são obras recentes para revigoração do local, levam a percorrer a antiga construção até chegar ao ultimo pavimento, onde se instala o mirante com ampla vista para a Cidade do Rio de Janeiro e Baía de Guanabara. Ao caminhar pelo interior da construção, onde as paredes ficam aparentes em alvenaria, tem-se uma verdadeira aula de método construtivo de sobrados do início do século 20.

História do Casarão

Na casa construída no terreno que hoje é chamado parque das ruínas, sua antiga proprietária, Laurinda Santos Lobo comandava um dos mais efervescentes salões da Belle Époque carioca. Gostava de reuniões sociais, e em sua casa organizava seus saraus, onde entretinha seus convidados com música, dança, poesia, e um impecável serviço de cozinha. 

Grandes personagens e celebridades internacionais que estiveram de passagem pelo Rio quando era então capital da República visitaram e fizeram brilhar os salões da casa. Entre estas celebridades, destaca-se Isadora Duncan, pioneira da dança moderna que se apresentou no Teatro Municipal em 1916 e o escritor Anatole France. O brasileiro e também mundialmente conhecido Heitor Vila Lobos, frequentou os salões e lá tocou. Em homenagem a Laurinda, Heitor Villa Lobos compôs a peça Quattour -Impressões da Vida Mundana. 

O Centro Cultural Parque das Ruínas funciona como espaço nobre para a cultura da cidade do Rio de Janeiro. O Parque é ligado à Secretaria das Culturas do Rio de Janeiro e realiza shows, peças de teatro e exposições. Tem área aproximada de 1200 m² e localiza-se na Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa.  Aberto de Terça à Domingo, das 08h às 20h.
O acesso é feito por carro (subir pelas ruas Cândido Mendes, na Glória, Monte Alegre, no Bairro de Fátima ou Joaquim Murtinho, na rua do Riachuelo. Seguir os trilhos do bonde), ônibus (linhas 214 e 206), mototaxis (partindo da Rua Riachuelo, no Bairro de Fátima) e táxis.

Cais do Valongo - Telaine Freitas

O Cais do Valongo, porta de entrada no Brasil para cerca de meio milhão de africanos entre 1811 e 1831, é o carro-chefe de um roteiro turístico e cultural que pretende recuperar um pedaço importante da história da presença negra no país.

Redescoberto há pouco mais de um ano durante obras de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro, após ficar 168 anos soterrado, o ancoradouro traz com ele memórias da escravidão no país e faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Herança Africana.Os vestígios do passado brasileiro foram encontrados ao longo da Avenida Barão de Tefé, onde ficava o cais. Foi por esse cais que milhares de homens, mulheres e crianças capturados na África para trabalhar como escravos chegaram ao Brasil de 1818 a 1830.

O complexo tinha mercados, depósitos, uma área para quarentena, cemitério e diversos outros estabelecimentos ligados ao comércio de escravos.A partir de 1843, começou a ser construído o Cais da Imperatriz sobre o Cais do Valongo. As obras tinham por objetivo recepcionar a futura imperatriz Teresa Cristina, que veio da Itália para se casar com Dom Pedro II, o então imperador do país. Diversas reformas urbanas nos séculos seguintes também seguiram apagando os vestígios do envolvimento do Brasil com a escravidão, agora sendo redescobertos.

É o resgate de uma história que havia sido literalmente enterrada durante o "processo civilizatório" da então capital do Brasil: em 1843, foi feito um aterro de 60 centímetros de espessura precisamente sobre o Cais do Valongo, para a construção de um novo ancoradouro para receber a imperatriz Teresa Cristina, que se casaria com dom Pedro II.

"O Cais do Valongo é um lugar simbólico, porque ali está o passado da população afrodescendente do país", explica Tânia Andrade Lima, arqueóloga do Museu Nacional que supervisiona as obras no porto. "Ele não foi encontrado por acaso. Desde 2010, sabíamos da existência de um sítio arqueológico naquele lugar". Havia um totem no local informando que ali existira o Cais da Imperatriz, também enterrado no início do século 20, dessa vez para a reforma de toda a região central do Rio. Em nenhuma referência ao Valongo, que recebeu o maior número de africanos na Américas. Durante as escavações, foram descobertos os dois ancoradouros, um sobre o outro. Junto a eles, uma grande quantidade de objetos de uso pessoal, especialmente amuletos e objetos de culto vindos do Congo, Angola e Moçambique. "Aquela região, mais do que o cais, era um complexo de escravos, que incluía o lazareto, para onde os negros que chegavam doentes iam se curar ou morrer, o Cemitério dos Pretos Novos e os armazéns de engorda e venda dos escravos, que se concentravam na Rua do Valongo, atual Rua Camerino", diz Tânia. A área ia desde a atual Rua Barão de Tefé até a Cidade do Samba, englobando os bairros da Gamboa, da Saúde e do Santo Cristo. Até meados da década de 1770, os escravos desembarcavam na Praia do Peixe, atual Praça 15, e eram negociados na Rua Direita, hoje Rua 1º de Março. Bem no Centro do Rio, à vista de moradores e dos estrangeiros que chegavam para conhecer a colônia. Uma nova legislação, de 1774, estabelecia a transferência desse mercado para a região do Valongo. Os motivos apresentados eram sanitários: proteger os cidadãos das doenças trazidas pelos negros. Mas já havia, permeando a decisão, a sensibilidade de que manter aquele comércio no coração do Rio maculava sua imagem de cidade europeia. A mudança partiu do segundo Marquês de Lavradio, dom Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas, vice-rei do Brasil, alarmado com "o terrível costume de tão logo os pretos desembarcarem no porto vindos da costa africana, entrarem na cidade através das principais vias públicas, não apenas carregados de inúmeras doenças, mas nus". Mas ainda não havia o ancoradouro, e a alternativa encontrada foi desembarcar os escravos na alfândega e imediatamente enviá-los de bote ao Valongo, de onde saltariam diretamente na praia. 

Em 1779 o comércio de africanos se estabeleceu finalmente na região do Valongo. Cresceu a cada ano, e viveu seu auge de 1808, com chegada da família real, a 1831, ano em que o comércio de escravos da África para o Brasil passou a ser feito às escondidas. Só em 1811 o cais foi construído, para que o desembarque fosse direto no local. "A partir de 1808 o tráfico quase dobra, acompanhando a cidade que, com a vinda da corte, passa de 15 mil para 30 mil habitantes. De 1811 a 1831, metade da economia do país, metade do PIB, é movida a escravos" diz o historiador Carlos Líbano, da Universidade Federal da Bahia (UFBA. É nesse período de apenas 20 anos que 500 mil africanos - dos 4 milhões que aqui chegaram até 1850 - entram no Brasil pelo novo ancoradouro. A distância do Centro não impediu, como gostariam as autoridades, que olhares estrangeiros continuassem a descrever o funcionamento do mercado de escravos do Rio. A viajante inglesa Maria Graham, por exemplo, que esteve no Brasil entre 1821 e 1823, escreveu em seu Diário de uma Viagem ao Brasil que, no Valongo, "todo o tráfico de escravos surge com todos os seus horrores perante nossos olhos". Cada "peça" tinha um preço. Um africano novo e saudável, em 1811, podia chegar a algo em torno de cem mil réis, mas podia alcançar 200 mil se tivesse alguma habilidade especial, como a carpintaria. Como comparação, uma casa pequena no Rio de Janeiro custava cerca de um conto de réis, o que daria para comprar dez escravos normais ou cinco habilidosos. No fim dos anos 20 do século 19, o tráfico de escravos para o Brasil vivia seu apogeu, e o Valongo era a principal porta de entrada principalmente para os negros vindos de Angola, da África Oriental e da Centro-Ocidental - nos entrepostos do Maranhão e da Bahia, ainda chegavam navios vindos respectivamente da Guiné e da África Ocidental. Mas a maioria tinha necessariamente que ao menos passar pelo Valongo, para que os traficantes pagassem seus impostos. "A renda da tributação do mercado negreiro era alta. Mas o Rio era um polo distribuidor de escravos, não concentrador", explica Carlos Líbano. 

Esses escravos saíam da capital para as plantações de café, fumo e açúcar do interior e de outras regiões do país, especialmente no Vale do Paraíba e em São Paulo. "O escravo é o insumo básico dessa economia, o motor, o petróleo dela", diz Líbano. Os que ficavam geralmente eram os escravos domésticos, além dos usados como força de trabalho nas obras públicas. Muitos eram especialistas, como sapateiros, quitandeiras, cabeleireiros ou ourives, que gahavam do seu senhor o direito de exercer suas profissões na rua, tornando-se escravos de ganho. Parte do dinheiro ficava para o próprio escravo, que tinha sua vida, independente da do patrão: pagava aluguel e andava pelas ruas. Quem conseguia juntar dinheiro comprava a alforria.

Em 1831 o Valongo foi fechado, quando o tráfico transatlântico foi proibido por pressão da Inglaterra. A norma foi solenemente ignorada e recebeu a alcunha irônica de "lei para inglês ver". Os traficantes usavam portos clandestinos para trazer sua mercadoria. Em 1850, com a assinatura da Lei Eusébio de Queirós, pôs-se fim verdadeiramente ao tráfico para o Brasil, embora a escravidão persistisse até a Abolição, em 1888. "A última remessa de que se tem informação é de 1872" conta Líbano. A área do Valongo, entre 1850 e 1920, se transformou no que ficou conhecido como Pequena África: um espaço ocupado por negros libertos de diversas nações. 

Enterrado há mais de um século, parte do passado do Rio de Janeiro – e da história do Brasil – começa a emergir.Graças às escavações para as obras de revitalização de áreas da cidade pelo projeto Porto Maravilha, foram descobertas estruturas soterradas do chamado Cais do Valongo.